afastado com um muro
das artérias do meu coração
que sempre bateu ligado ao dele
quando o asfixiei
com a almofada suja do nosso amor
desejava que não respirasse mais
usei o meu peso e apertei
usei as minhas mãos para sufocar
qualquer movimento que restasse
mandei fazer um caixão
à medida
cavei um buraco na chão
e enterrei-o,
vivo
num buraco na terra profunda
chama agora por mim
nem sequer me pede perdão
aceita-me e puxo-o para cima
e o morto agora sou eu